“Teus olhos, sempre puros” – Paul Eluard

“Dias de lentidão, dias de chuva,
Dias de espelhos quebrados e de agulhas perdidas,
Dias de pálpebras cerradas ao horizonte dos mares
De horas sempre iguais, dias de cativeiro.

Meu espírito que brilhava ainda sobre as folhas
E as flores, meu espírito está nu como o amor,
A aurora que ele esquece fá-lo baixar a cabeça
E contemplar seu corpo obediente e vão.

No entanto, eu vi os mais belos olhos do mundo,
Deuses de prata que traziam em suas mãos safiras,
Deuses verdadeiros, pássaros na terra
E na água, eu os vi.

Suas asas são as minhas, nada existe
Salvo o seu vôo que sacode a minha miséria,
O seu vôo de estrelas e de luz,
Rio, planície, rocha, o seu voo,
As ondas claras das suas asas,

O meu pensamento sustentado pela vida e pela morte.”

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~ por L. em 29 junho, 2009.

2 Respostas to ““Teus olhos, sempre puros” – Paul Eluard”

  1. Obrigado ao Álisson, que me deu este poema…
    ;)

  2. De nada…coisas belas são pra ser compartilhadas…esse é um dos mais belos poemas que eu li na minha vida…

    =***

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